Na Região dos Lagos, são produzidas de 60 a 100 mil toneladas de sal por safra. Cerca de 30% do produto refinado vendido no Brasil vêm daqui, segundo o sindicato local dos trabalhadores do setor. Hoje em dia, quase todos os que trabalham nas salinas são empregados temporários, ou seja, sem carteira assinada. Ano a ano, a dificuldade para contratar mão de obra é maior e para os sindicatos patronal dos funcionários, isso acontece principalmente por causa da instabilidade do setor.
A inconstância do tempo é uma delas. A safra vai de agosto a abril. Os funcionários ganham por produtividade. Quando chove, o trabalho é suspenso e tem ainda a queda da produção. Parte dos antigos funcionários vinha de Campos dos Goytacazes e do nordeste do país, no período de entressafra da cana. Segundo os empregadores, essas pessoas deixaram de vir para a região ou querem trabalho formal. Para segurar os que permanecem na atividade, a estratégia tem sido aumentar a remuneração.
Segundo o sindicato dos funcionários, seriam necessárias mais 1.500 pessoas para o funcionamento de todas as salinas da região. O salineiro não precisa ter curso de qualificação e o horário é flexível. A maioria dos trabalhadores chega cedo e faz um intervalo das 11h às 15h para evitar o sol forte.
Para o Ministério do Trabalho, a atividade é considerada insalubre. Os funcionários podem ter lesões na pele, calos nas mãos e nos pés. Muitos trabalham sem luvas, botas e não tomam todos os cuidados necessários.
Fonte: http://g1.globo.com/rj/serra-lagos-norte/noticia/2012/10/salinas-da-regiao-dos-lagos-procuram-trabalhadores.html

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