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| Garibaldi |
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| Saí-azul |
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| Cardeal do Norte |
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| Vira-pedra |
Por Eduardo Pimenta
Elas
embelezam a cidade, marcando presença em todas as estações do ano e encontra na
região fartura de alimentos e abrigo, condições idéias para a reprodução ou
para fugir da escassez de alimentos durante o inverno do Hemisfério Norte.
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| Coruja Buraqueira |
Além do encantamento das cores
que seduzem cabofrienses e turistas, agora elas são objeto de pesquisa de
estudantes universitários. Sob orientação acadêmica, Celeste Fernandes do curso
de Engenharia Ambiental e David
Steinwender do curso de Gestão Ambiental, estão desenvolvendo um projeto para
identificar as aves e seus nichos ecológicos. A ação, também conhecida como
birdwatching, é realizada por meio de registro fotográfico, identificação das
aves e, posteriormente, criação de uma lista hierárquica de
classificação.
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| Formigueiro |
A aluna
Celeste conta que, antes do projeto, tinha uma visão simplória das aves. Depois
que começou a pesquisa, mudou completamente sua maneira de percebê-las.
“Observar as aves é extremamente relaxante e agora tenho a oportunidade de um
contato maior com a natureza”.
A
pesquisa já identificou aves residentes e migratórias como o Formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis) que está na lista de ameaçados de extinção
e o Maçariquinho (Calidris minutilla)
muito raro no Sudeste da costa brasileira, com apenas sete registros no Estado
do Rio de Janeiro, dos quais cinco no entorno do campus da Universidade Veiga
de Almeida. É originário das tundras da América do Norte e migram a partir de
meados de agosto para chegar ao Rio de Janeiro\BR a partir de dezembro.
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| Colheiro |
O
colhereiro (Platalea ajaja) é uma das
aves identificadas que mais chama a atenção por sua beleza e graciosidade,
também conhecido como ajajá. É indicadora de boa qualidade ambiental, por ser
sensível a contaminação do meio ambiente, principalmente da água.
O grau
de ameaça de toda ave identificada estão sendo mensurados, tendo como
referência a lista da União Internacional para Conservação da Natureza\ IUCN, que agrupa as espécies em
sete grupos de risco, que vai de “pouco preocupante” a “extinto”. A pesquisa
pode ser acompanhada pela internet (Wikiaves\usuário: Universidade Veiga de
Almeida).
É muito comum na primavera,
estação com os maiores índices de reprodução das aves, aparecerem pessoas com
filhotes de aves silvestres procurando auxílio a esses filhotes “abandonados”.
Realmente, parte desses filhotes são vítimas de perda de habitat, de quedas de
ninhos ou caçados por animais domésticos como cães e gatos.
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| Maçariquinho |
Infelizmente,
apesar da boa intenção, uma grande parte desses filhotes não são vítimas dos
impactos ambientais acima citados, simplesmente, são recolhidos em locais
próximos aos seus ninhos, no momento em que começam a se aventurar pela área
onde nasceram, quando ainda não voam perfeitamente e dependem dos pais para
alimentação e proteção.
Antes
de recolher qualquer filhote, devemos, em primeiro lugar, ter a certeza que
este animal está precisando ser retirado daquele local. É possível que aquele
filhote esteja apenas dando seus primeiros passos para a vida e não esteja
abandonado como parece. Antes de
qualquer coisa, faça uma avaliação detalhada do ambiente para ter a certeza que
este filhote realmente precisa ser recolhido. Procure seu ninho, seus pais e dê
preferência para a permanência da ave no local, deixando a natureza seguir seu
caminho.
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| Jacú |
Um
filhote recolhido e criado pelo ser humano, dificilmente poderá ter uma vida
normal, uma vez que não aprenderá com os pais a caçar ou buscar alimentos, se
proteger de predadores e, terá extrema dificuldade de readaptação ao ambiente
em que ele vive.
Vale
lembrar que, quando os filhotes estão maiores, apesar de não estarem totalmente aptos para o vôo, não ficam mais
nos ninhos, por isso, muitas vezes, o melhor a fazer, é colocá-los em algum
local protegido, próximo do antigo ninho, e deixar que os pais os encontrem
para continuar a tarefa de alimentá-los e educá-los. Em caso de recolhimento do
filhote, o único meio legal é levá-lo aos órgãos competentes, como IBAMA, CETAS
(Centro de Triagem de Animais Silvestres) e Centros de Zoonose.
- Formigueiro-do-litoral que
está na lista de ameaçados de extinção.
- Colhereiro é uma das espécies de aves que passam
por Cabo Frio.
- Saí-azul chama a atenção pela beleza sutil.*
- O Garibaldi vive agrupado próximo a
lagos de água doce.
- O Jacú é alvo de caçadores.
- A Coruja-buraqueira é comum e vive em buracos
principalmente nas restingas.
- O Vira-pedra come invertebrados escondidos no substrato
rochoso.
- Maçariquinho migra do Emisferio Norte para o Brasil.
- O Cardeal-do-norte é cobiçado por passarinheiros para
ser aprisionado em gaiola.
- O Caminheiro-zumbidor emite um canto em forma de
zumbido e promove vôo curto e alto próximo a margem da Lagos de Araruama.
Obs - Colaboração no texto: Andréa Collet e João Marcelo da Costa