Ruptura Social & Trabalho Digno
(Eduardo Pimenta)
Até bem pouco tempo, empresários limitavam seu raciocínio a
uma única direção, vendo somente o lucro como única finalidade da organização.
Isso definia a empresa como um bando de autônomos que trocam 8 horas do seu dia
por um cheque no final do mês para fazer o patrão mais rico. Hoje, o
desenvolvimento da mentalidade humana leva as pessoas a não mais se submeter a
uma relação burocrático-juríduca, na qual 2\3 de seu tempo de vida são
destinados a sobrevivência.
O Novo Modelo
O movimento da cidadania, o crescimento ético, o aumento do
nível de cultura e da auto estima, fazem com que a definição antiga seja
substituída por outro conceito. Mais nobre situado num patamar acima da
definição anterior. Uma empresa é uma integração de seres humanos que se juntam
num empreendimento para agregar valor ao universo e a humanidade com objetivo
de encantar clientes, desenvolver colaboradores e parceiros, atuar
positivamente na comunidade e remunerar seus acionistas.
Nova Estrutura
A Nova Estrutura de Capitalismo denota a formação de uma
estrutura social em substituição ao unilateral capitalismo monetário. O lucro
para o empresário passa a ter novo significado: subproduto da coisa bem feita.
O bem estar e o sucesso da organização passam a ser objetivo de todos, tornando
a empresa lucrativa, não como obsessão, mais sim num esforço conjunto e
crescente.
Anos 80
Nos anos 80 ficou evidente a crescente exigência do mercado
nos aspectos custo e qualidade associado à concorrência ecológica. Gerando um
novo conceito de qualidade de vida. Fez com que as empresas deixassem a
acomodação na busca de vantagens competitivas para a sua sobrevivência, para
enfrentar um consumidor mais exigente e concorrência acirrada. As empresas, a
partir daí, vem realizando uma verdadeira Revolução de Qualidade.
Anos 90
Nos anos 90
a qualidade tornou-se estratégia básica para a atual
competitividade e chave para o sucesso nos negócios. Qualidade tornou-se o
fator mais significativo. Retorno sobre os investimentos, obtidos por meio de
eficazes programas de Qualidade de Vida, geram excelente rentabilidade, quando
acompanhado de estratégias eficientes de Qualidade Total.
Automação x Humano
A ação dos recursos humanos na produção da qualidade tem
sido fundamental e provavelmente continuará a ser. Ainda que possa ser
empregado o recurso da automação para a organização do sistema, sempre será
necessária a presença do elemento humano para gerenciar o processo. Nenhum
outro elemento do processo produtivo tem contribuição tão relevante como o
homem. O elemento humano é o recurso que requer maior investimento – mais
também determina o maior retorno em termos de contribuição para a qualidade.
Empregado Valorizado
Grandes pesquisadores consideram o homem como centro das
atenções, o ponto de partida para as mudanças no clima organizacional. Para
renovar a organização é imprescindível enfatizar a valorização do homem por
meio de políticas de qualidade de vida. O empregado deve ser valorizado como
pessoa e como profissional, pois o indivíduo satisfeito com as condições, o
tratamento e com o trabalho que executa, irá desempenhá-lo com níveis
crescentes de qualidade e eficiência. A
proposição é alicerçada na qualidade de vida como pilar das práticas da
implementação da gestão da qualidade total em empresas.


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