sábado, 30 de março de 2013

Aves de Cabo Frio estão sendo identificadas e classificadas de acordo com o grau de risco de extinção


Garibaldi

Saí-azul

Cardeal do Norte
Vira-pedra







Por Eduardo Pimenta

Elas embelezam a cidade, marcando presença em todas as estações do ano e encontra na região fartura de alimentos e abrigo, condições idéias para a reprodução ou para fugir da escassez de alimentos durante o inverno do Hemisfério Norte.
Coruja Buraqueira
Além do encantamento das cores que seduzem cabofrienses e turistas, agora elas são objeto de pesquisa de estudantes universitários. Sob orientação acadêmica, Celeste Fernandes do curso de Engenharia Ambiental e  David Steinwender do curso de Gestão Ambiental, estão desenvolvendo um projeto para identificar as aves e seus nichos ecológicos. A ação, também conhecida como birdwatching, é realizada por meio de registro fotográfico, identificação das aves e, posteriormente, criação de uma lista hierárquica de classificação. 
Formigueiro
A aluna Celeste conta que, antes do projeto, tinha uma visão simplória das aves. Depois que começou a pesquisa, mudou completamente sua maneira de percebê-las. “Observar as aves é extremamente relaxante e agora tenho a oportunidade de um contato maior com a natureza”.

A pesquisa já identificou aves residentes e migratórias como o  Formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis) que está na lista de ameaçados de extinção e o Maçariquinho (Calidris minutilla) muito raro no Sudeste da costa brasileira, com apenas sete registros no Estado do Rio de Janeiro, dos quais cinco no entorno do campus da Universidade Veiga de Almeida. É originário das tundras da América do Norte e migram a partir de meados de agosto para chegar ao Rio de Janeiro\BR a partir de dezembro.

Colheiro
O colhereiro (Platalea ajaja) é uma das aves identificadas que mais chama a atenção por sua beleza e graciosidade, também conhecido como ajajá. É indicadora de boa qualidade ambiental, por ser sensível a contaminação do meio ambiente, principalmente da água.

O grau de ameaça de toda ave identificada estão sendo mensurados, tendo como referência a lista da União Internacional para Conservação da Natureza\ IUCN, que agrupa as espécies em sete grupos de risco, que vai de “pouco preocupante” a “extinto”. A pesquisa pode ser acompanhada pela internet (Wikiaves\usuário: Universidade Veiga de Almeida).

 É muito comum na primavera, estação com os maiores índices de reprodução das aves, aparecerem pessoas com filhotes de aves silvestres procurando auxílio a esses filhotes “abandonados”. Realmente, parte desses filhotes são vítimas de perda de habitat, de quedas de ninhos ou caçados por animais domésticos como cães e gatos.

Maçariquinho
Infelizmente, apesar da boa intenção, uma grande parte desses filhotes não são vítimas dos impactos ambientais acima citados, simplesmente, são recolhidos em locais próximos aos seus ninhos, no momento em que começam a se aventurar pela área onde nasceram, quando ainda não voam perfeitamente e dependem dos pais para alimentação e proteção.

Antes de recolher qualquer filhote, devemos, em primeiro lugar, ter a certeza que este animal está precisando ser retirado daquele local. É possível que aquele filhote esteja apenas dando seus primeiros passos para a vida e não esteja abandonado como parece.  Antes de qualquer coisa, faça uma avaliação detalhada do ambiente para ter a certeza que este filhote realmente precisa ser recolhido. Procure seu ninho, seus pais e dê preferência para a permanência da ave no local, deixando a natureza seguir seu caminho.

Jacú
Um filhote recolhido e criado pelo ser humano, dificilmente poderá ter uma vida normal, uma vez que não aprenderá com os pais a caçar ou buscar alimentos, se proteger de predadores e, terá extrema dificuldade de readaptação ao ambiente em que ele vive.

Vale lembrar que, quando os filhotes estão maiores, apesar de não estarem  totalmente aptos para o vôo, não ficam mais nos ninhos, por isso, muitas vezes, o melhor a fazer, é colocá-los em algum local protegido, próximo do antigo ninho, e deixar que os pais os encontrem para continuar a tarefa de alimentá-los e educá-los. Em caso de recolhimento do filhote, o único meio legal é levá-lo aos órgãos competentes, como IBAMA, CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres) e Centros de Zoonose




  • Formigueiro-do-litoral que está na lista de ameaçados de extinção.
  • Colhereiro é uma das espécies de aves que passam por Cabo Frio.
  • Saí-azul chama a atenção pela beleza sutil.*
  • O Garibaldi vive agrupado próximo a lagos de água doce.
  • O Jacú é alvo de caçadores.
  • A Coruja-buraqueira é comum e vive em buracos principalmente nas restingas.
  • O Vira-pedra come invertebrados escondidos no substrato rochoso. 
  • Maçariquinho migra do Emisferio Norte para o Brasil.
  • O Cardeal-do-norte é cobiçado por passarinheiros para ser aprisionado em gaiola.
  • O Caminheiro-zumbidor emite um canto em forma de zumbido e promove vôo curto e alto próximo a margem da Lagos de Araruama. 
Obs - Colaboração no texto: Andréa Collet e João Marcelo da Costa

2 comentários:

  1. Parece que a natureza não foi muito generosa com o maravilhoso Festival de Rock.
    E eu querendo assistir o show do Mukeka di Rato.
    Pelo visto, a mukeka ficou aguada.

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  2. Eduardo,

    Falta o Inhambú, especie rara que disputa com o Jacú a pesca de camarão no viveiro.Na infancia, o maior prazer era ir para o entorno das salinas do peré e ver as brigas de inhambú com jacú, na disputa por larvas de inseto e de camarão que se procriavam no entorno do viveiro.O canto do inhambú se sobressaia.
    Janio Mendes

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